A diferença entre Ocultismo e Misticismo

À primeira vista, o ocultismo e o misticismo parecem muito similares, já que ambos lidam com coisas que a maioria das pessoas gosta de “evitar”. Apesar de que isso é verdade, existem algumas diferenças que aqueles que praticam e estudam as duas áreas irão atestar.
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Ambas as escolas de pensamento são antigas, e as duas lidam com contato e interação com certas coisas que estão além de nossa percepção cotidiana. É justamente essa conexão com coisas que não vemos, ouvimos ou tocamos que faz com que muitas pessoas não acreditam nestas escolas de pensamento.

No entanto, as diferenças são muito significativas.

A primeira diferença é o sentimento geral que vem de cada prática respectiva. Para aqueles que praticam as diferentes artes do misticismo, uma das características definidoras é a sensação de estar conectado: ser alguém para aquilo que está se contatando. Uma sensação de ser aceito, como uma espécie de sonho, é um ambiente agradável.

Enquanto trabalhar em união com o mundo desconhecido é parte do misticismo, o controle é parte do ocultismo. Aqueles que o praticam fazem isso a fim de controlar ou influenciar artificialmente parte de seu entorno, e mudar as circunstâncias em que elas existem. O ocultismo é equiparado a diferentes tipos de magia quando se trata da definição religião – é o uso de palavras, gestos, símbolos e encantamentos para manipular forças não visíveis que são conhecidas apenas pelos praticantes da arte.

O misticismo pode existir ao lado (e muitas vezes é uma grande parte de) tradições religiosas. Em muitos casos ele é visto como a consciência de uma pessoa sobre coisas existentes no entorno, do lado de fora do alcance de nossos sentidos tradicionais.

O ocultismo, por outro lado, é tão desligado de religiões tradicionais, que as duas não podem sequer se encontrar. Tão antiga quanto a Babilônia, desde seus primórdios a magia ocultista não era tolerada. Havia castigos e provações enunciadas para os culpados ainda no Código de Hamurabi. A Bíblia estava cheia de advertências para ficar longe do mal da magia e do ocultismo, empurrando a sua prática para a escuridão e criminalizando esta arte. A teologia católica diz que o ocultismo é extremamente contra a religião, uma vez que tenta adquirir conhecimento de forma diferente de Deus, a fonte que supostamente deveria servir para todo esclarecimento espiritual.

Em termos gerais, existem também dois tipos diferentes de experiências místicas – as internas e externas. A experiência externa supostamente permite que o praticante veja como todos os elementos do mundo estão unidos por forças unificadoras que os outros não podem ver ou experimentar. E a versão interna do misticismo é, como o próprio nome sugere, a paz completa – paz essa que não aparece em momento nenhum no ocultismo.

Fonte: KnowledgeNuts
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